15 janeiro, 2007

Vendo passar ela

Vermelho-fato.
É com enorme felicidade que vos falo
d’uma noticia fúnebre.
Aconteceu ainda há pouco,
e aconteceu para sempre.
O vermelho, como fato, deu-se e morreu.
Para tudo, o vermelho acabou de expirar.

Os homens que tratem de
arranjar nova luz
para os sinais fechados!
Os extintos partidos camaradas,
nos registros, que sejam renomeados!
que mudem de tom nos mastros!
Quanto ao comando? Ora!
Alí é certo que alguma outra cor já vigora!

Vermelho-fato.
Apreciado não só com os olhos,
mas com corpo, con tato.
Pintado! nos seus últimos
e primeiros instantes brilhou
emoldurando emoldurado.

Pleno.
Foi com toda a verdade
que é capaz de ser
uma peça, uma tonalidade.

Agora para sempre nada! nada,
além daquela breve caminhada,
naquela manhã de janeiro,
terá outra vez verdade e vermelho
no mesmo espaço-tempo.


(à desconhecida que fica)

5 comentários:

T@ti disse...

Belo poema, menino... Me permitiu viajar longe. Viagei muuuito, diga-se de passagem. rs

O título ficou muito legal tb.
Parabéns!!!

barbara disse...

Hum de fato (mas nao vermelho) hehehehhe uma poesia bem escrita, onde eu pude ir a fundo nas linhas e captar tudo (ou quase tudo) o que foi mostrado nos significados das palavras selecionadas com muito cuidado e diria talento!

Milena Vargas disse...

Esta é a canção de uma manhã pintada com tonalidades de vermelho. Um grande beijo. É claro que você é um artista.

Nahanna disse...

À desconhecida q fica ou q vai embora? ;)
Rs.. lindo. Bjs ;****

rodolfo disse...

os dois, querida. vai como gente. fica como poesia.